Ether Talks – Retorno, Explicação, Promessa e Soul Hackers

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Salve salve galera, faz alguns meses que eu não apareço aqui para postar e isso se deve a alguns fatos de minha vida, alguns jogos que entraram e saíram e principalmente a muita preguiça, mas agora e certeza que com o estimulo que vem da minha faculdade e com as chibatadas que eu estou recebendo do chefe eu tentarei trazer um post por semana, no caso dessas férias tentarei trazer uns 2 ou 3 posts na semana, ou seja, sem mais delongas voltamos com Ether Talks, e hoje falaremos um pouco do Remake do segundo titulo da série SMT: Devil Summoners

Talvez os fãs mais casuais da Atlus e por eles me refiro ao povo que normalmente só jogou Persona 3 e 4 e que talvez tenha jogado Persona 1 e 2 para o PSP e com bastante certeza os fãs mais casuais de jogos em geral, não devem ter ouvido falar de um jogo de 1997 que foi lançado originalmente para Sega Saturn e em 1999 para Playstation One mas ele não saiu do território Japonês nessa época, em 2012 o dito cujo recebeu  remake para o 3ds no japão e em 2013 ele finalmente veio para o ocidente, se você leu o titulo desse post ou se você e mais fã da Atlus já deve imaginar que eu estou falando de Shin Megami Tensei: Devil Summoners: Soul Hacker.

O Soul Hacker e um dos poucos jogos da série Shin Megami que não chegou chegou a ver o sol das terras do ocidente mais que devido à boa índole da Atlus (Nippon Ichi e Namco Bandai deveriam aprender com ela) finalmente tivemos o prazer, apesar de tardio, de jogar esse jogo que faz parte série spin off, marcada pelos jogos Shin Megami Tensei: Devil Summoners ; Shin Megami Tensei: Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs. The Soulless Army e Shin Megami Tensei: Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs. King Abaddon. Entre os três títulos citados apenas o primeiro Devil Summoner jamais chegou a vir para o ocidente mesmo possuindo um remake para psp.

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História:

 

Falando mais pontualmente do Soul Hackers a história se passa na cidade cibernética de Amami, uma cidade que se destoa do resto do mundo devido ao fato de ela ser totalmente interconectada por uma rede cibernética, basicamente todas as casas e em vários lugares da rua se tem pelo menos um computador e conexão permanente com a internet, nessa cidade modelo também apresenta o começo do desenvolvimento da primeira cidade virtual 3-D do mundo, esse mundo virtual e chamado de Paradigm X e com o lançamento do beta desse mundo virtual casos estranhos começam a acontecer e pessoas começam a perder suas almas nesse mundo, e quando um grupo de Hackers denominados, Spookies, descobre sobre esses acidentes e sua ligação com a cidade de Paradigm X, eles acabam se envolvendo com demônios e com a Phatom Society que se mostra como a responsável pelo atual estado de caos que começa a se instalar na cidade de Amami.

Gameplay:

 

O Gameplay do jogo em si e algo que muito raramente se vê adotado nos dias de hoje, Dungeon Crawler com visão em primeira pessoa, esse estilo de jogo normalmente adotado em jogos do Nintendo 3ds como Etrian Odyssey ou os Persona 1 e 2 que tiveram remakes relativamente recentes no PSP. O estilo em si do jogo não é um fator limitante para a experiência do jogo, apesar dele poder servir como uma barreira para os jogadores mais novos que não estão acostumados com esse estilo de jogo, mas e bem facilitado principalmente devido ao fato de que a versão remake de 3DS vem com um mapa na tela touch que mostra por onde você já passou, sem a necessidade de ficar abrindo o mesmo toda hora, o que facilita imensamente a vida dos jogadores.

Um ponto interessante a se falar e da dificuldade do jogo o qual se mantem a par dos jogos da série SMT, sendo  difícil por basicamente três motivos, o primeiro e que no jogo tem-se dois tipos de “moedas” Macca e Magnetites, o primeiro e o dinheiro que se usa para comprar itens nas lojas o segundo e o que você usa para convocar demônios, para andar nas dungeons, para curar seu grupo dentro das dungeons, para negociar com os demônios e até para comprar demônios do compêndio depois que se tem acesso a ele. Magnetites não seriam problemas caso fossem mais fáceis de conseguir mais nas primeiras horas do jogo e complicado manter um nível muito grande desse material em sua posse.

O segundo motivo da dificuldade do jogo e se acostumar com o sistema de afinidade dos demônios e com o fato de que os mesmos não sobem de level depois de uma batalha, obrigando o player a ter que constantemente fundir vários demônios para conseguir manter o level de seu grupo equivalente ao das criaturas que enfrenta nas dungeons, além de que se a afinidade de um demônio for muito baixa e bem provável que ele não te obedeça, e para aumentar a afinidade tem-se que aprender sobre a Nature de cada um dos seus parceiros demoníacos.

E por fim o que aumenta em muito a dificuldade do jogo e o fato de que se o personagem principal for nocauteado o jogo da game over e você e obrigado a começar do seu ultimo save point, e se você não prestar atenção nos demônios que enfrenta ou nas fraquezas do seu próprio grupo e bem provável que você ira ver a tela de Game Over várias vezes.

Mas apesar disso o jogo e bem curioso com o sistema de Negociação com demônios, o qual os fãs mais hardcore da série Shin Megami conhecem a fundo, esse sistema e basicamente o meio mais barato / caro de se conseguir um demônio, por barato quero dizer que se o seu alvo gostar de você e das respostas que você der as perguntas que lhe forem feitas ele pode se juntar ao seu grupo sem maiores problemas ou simplesmente te dar dinheiro ou algum outro item. E pode ser caro, pois um demônio pode cobrar Macca, Magnetites ou até mesmo itens para se juntar a você e independente do que lhe for oferecido, ele ira aceitar e ira fugir logo em seguida, ou em alguns casos ele aceita tudo o que você da a ele é depois te ataca sem te dar chance de um contra ataque naquele turno em especifico, podendo facilmente levar a um wipe out do seu time por descuido.

 

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Apresentação:

 

Por se tratar de um remake temos algumas animações extras como a que abre o jogo quando você o roda pela primeira vez, os gráficos são basicamente os mesmos da versão original de sega saturn, tendo a adição de pelo menos 30 demónios novos que não contavam nas edições anteriores do jogo, todos os diálogos receberam vozes, apesar dos dubladores serem competentes em suas atuações e fácil notar que a melhor dubladora com certeza e a da personagem Nemissa, eu particularmente sempre espero com ansiedade pelas falas dela e pelos momentos que ela assume controle do corpo da amiga do protagonista.

Outra adição ao jogo foi a do demônio familiar conhecido como Nemechi que evolui à medida que o jogador utiliza do Street Pass.

A Soundtrack pode se dizer que foi refeita, e particularmente em minha opinião ela casa perfeitamente com a atmosfera do jogo, mas como não a muita variedade de faixas de música é fácil se cansar delas depois de passar várias horas numa mesma Dungeon.

Talvez a adição mais interessante seja a da dungeon extra onde você enfrenta o todo poderoso Raider Kuzunoha,e sua contra parte Raido o que me fez lembrar da luta contra o Hitoshura no Devil Digital Saga.

 

Pensamentos Finais:

O Jogo apesar de ter pouco mais de 15 anos, e considerando que e basicamente um port da versão de sega saturn, ele envelheceu muito bem e apesar de tudo mantem uma história envolvente com personagens interessantes, os dubladores apesar de fazerem um bom trabalho não se destacam tanto quanto a dubladora que faz a voz da personagem Nemissa, mas ainda sim e muito interessante ver que a Atlus fez questão de dar vozes a todos os personagens no remake/port, o que mostra o carinho que ela possui pelos fãs.

Concluindo eu posso facilmente recomendar esse jogo para todos os fãs do bom é velho J-RPG que gostam de uma história sólida e que não tem problemas com dificuldades um tanto quanto absurdas no começo do jogo, e que tenham um 3DS a mão.

 

P.S. Para quem tiver problemas com a dificuldade do jogo, ela pode ser ajustada in-game a qualquer minuto, mas e claro que se você e um fã de RPG diminuir a dificuldade, está fora de questão.






postado em by Ethersan categoria Análise, Ether Talks, Randons

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