Level01 Indica: Wonder Boy III: The Dragon’s Trap

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Pouco tempo atrás, quando eu estava fazendo o Random Sound Track #3, fiquei com vontade de fazer um post só sobre esse jogo pra poder falar mais e recomendar ele melhor. Foi aí que eu pensei em criar o Level01 indica, onde a galera daqui vai tentar indicar uns jogos legais para vocês.

Pois bem, Wonder Boy é uma franquia que nasceu lá nos arcades em 1986, foi produzido pela Westone Bit Entertainment e publicado pela SEGA. Teve outros quatro jogos lançados posteriormente, sempre para arcades e consoles da SEGA. Em um rápido resumo, o primeiro jogo conta a quest de Tom-Tom, um jovem menino de Wonder Land, que parte para resgatar sua amada que havia sido raptada pelo Evil King e levada para Wood Land. Tom-Tom vai lá, chuta bunda do Rei Malvado (nomes traduzidos agregam) e traz sua namorada de volta.

O jogo foi feito para arcades e também portado para Master System e Game Gear. Bem simples e divertido, também vale a pena ser jogado.

No segundo episódio da franquia, Wonder Boy in Monster Land, segue alguns anos após o primeiro. Wonder Land está em paz depois de o Evil King ter sido derrotado, e tudo graças ao nosso querido Garoto Maravilha, que agora é reconhecido como herói. Mas como sempre tem uma merda, eis que a Terra Maravilha é atacada pelo terrível Dragão Meka e seu exército de monstros. O dragão domina Wonder Land, de modo que essa passa a se chamar Monster Land (HA!, Sacaram o nome?!) e novamente Tom-Tom parte para a batalha, dessa vez como a única esperança do povo de Monster Land.

Wonder Boy in Monster Land é com certeza um dos melhores jogos do Master System, e acabou fazendo um belo sucesso no Brasil, graças a ideia da Tectoy, que era distribuidora oficial da SEGA no Brasil. Foram responsáveis por várias pérolas na década de 90, como Chapolin x Drácula e o port de Street Fighter II: Champion Edition para o Master. A ideia foi retirar os personagens originais e inserir outros dos quadrinhos da Turma da Mônica, que na época fazia um baita sucesso. O jogo foi intitulado de Mônica no Castelo do Dragão:

Depois dessa breve introdução, vamos ao que viemos fazer: conhecer Wonder Boy III: The Dragon’s Trap. O terceiro capítulo inicia pouco antes do fim do segundo, no momento em que Tom-Tom abre caminho até o covil do Dragão Meka para derrotá-lo. Matamos alguns monstros e encaramos a batalha final novamente (algo bem parecido com o início de Castlevania Symphony of the Night (sério, bem parecido mesmo)). Só que dessa vez com um diferencial: antes de ser destruído, o Meka Dragon lança uma maldição em Tom-Tom, fazendo com que se torne um homem lagartoDepois de cair na armadilha do dragão (HA! Pegaram essa também?), o Garoto Maravilha descobre que para se livrar da maldição, ele precisará derrotar o temível Vampire Dragon e pegar dele a Salamander Cross, um item mágico que é o único capaz de livrá-lo da maldição. Mas como nada na vida é fácil, para poder enfrentar o Dragão Vampiro, Tom-Tom precisará derrotar seus poderosos irmãos: os Dragões Múmia, Zumbi, Pirata e Samurai (Isso mesmo, nada de elementos da natureza, o negócio é dragão vestido de pirata, lutando kendo).

Homem lagarto e sua eterna cara de “Aquele dragão fdp”

Além disso, quando, partir em sua quest e começar a derrotar os dragões, Tom-Tom vai descobrir outra parte da maldição: ele mudará de forma toda vez que derrotar um dos dragões. Além de lagarto, o protagonista também possuirá formas de rato, piranha, leão e falcão. Cada uma das formas tem uma habilidade especial: como Lizard-Man, você pode cuspir bolas de fogo como forma de ataque; como Mouse-Man, pode andar pelas paredes(apenas de um certo tipo); como Piranha-Man(mlk piranha) poderá nadar; e por mais incrível que pareça, como Hawk-Man, poderá voar. Cada forma será capaz de acessar uma área diferente, que é onde será encontrado o próximo dragão.

Ok, mas como funciona o jogo? É um plataforma típico da época 8 bits, onde você vai andando pelo cenário e matando os monstros, que dropam dinheiro e itens. O dinheiro (obviamente) serve para comprar equipamentos e para restaurar a barra de corações nos hospitais. Já os itens são sub-weapons, chaves(só em determinados pontos) e (muito raramente) também equipamentos. Com exceção do Lagarto, que ataca à média distância cuspindo bolas de fogo e não tem defesa, todos as outras formas atacam com espadas e carregam escudos que servem como defesa para golpes a distância (como bolas de fogo, ou flechas). As sub-weapons são formas alternativas de ataque que acabam sendo bem úteis as vezes, principalmente para derrotar inimigos posicionados em lugares difíceis de se atingir. Existem 5 sub-weapons: as flechas, que se tornam muito úteis para atacar monstros voadores; os tornados, para atacar monstros que estão abaixo; os trovões, que atingem todos os inimigos na tela (porém com um dano pequeno); as bolas de fogo que acabam não sendo muito úteis, mas acertam uma área ampla na frente do personagem; e o mais útil, os bumerangues, que atacam os inimigos a média/longa distância. Além de acertar duas vezes o inimigo, o bumerangue também serve para pegar itens. Isso sem falar que você poderá atirar mais de um por vez, tornando-o uma arma bastante poderosa.

Tela de pausa do jogo, onde mexemos nos equipamentos e escolhemos a sub-weapon que ficará equipada

Quando eu conheci o jogo, não o conheci como Wonder Boy III: The Dragon’s Trap. Isso foi por causa de mais uma das ótimas ideias que a Tectoy teve na época. Dessa vez ela retirou os sprites de cada uma das formas do protagonista(e de alguns personagens de background) e novamente inseriu personagens da turma criada pelo Maurício de Souza. Só que a ideia foi ainda melhor encaixada: no lugar de Tom-Tom, foi colocada a Mônica, que ao enfrentar o Dragão Meka Gospe Fogo(o nome dele no jogo é Gospe, com G mesmo) é envolta por uma energia misteriosa e desaparece. Acontece que antes de ser pega, Mônica enviou um pedido de socorro para seus amigos, que vem em busca de seu resgate. O nome do jogo? Turma da Mônica em: O Resgate (sério, adoro esses nomes).

Olha que legal: No lugar do Lizard-Man e suas baforadas, temos o Chico Bento e sua espingarda! Genial. Só que, salvo o Anjinho estar no lugar do Hawk-Man como personagem voador, as boas sacadas param por aí. Temos o Bidu no lugar do Mouse-Man e o Cebolinha no lugar do Piranha-Man. Franjinha é o médico e Cascão será o vendedor nas lojas. Além disso, ao invés do Dragão Vampiro, aquele que precisa ser derrotado para trazer Mônica de volta é o Capitão sujo, que fez dela sua refém. Esse plot derivado se torna ainda mais legal mais pra frente no jogo, quando você pode trocar entre as formas, ou seja, entre os personagens da turma.

Outra parte interessante do jogo é a trilha sonora. A OST dele é muito boa, e combina perfeitamente com o jogo. Como o post já deve estar enorme, não vou me prolongar mais, mas fica aí uma lista de reprodução com as músicas do jogo (apertem pra assistir no Youtube, porque no player do site só vai reproduzir a primeira música):

Assim como qualquer jogo do final da época 8 bits, permanece totalmente jogável hoje em dia e para os apreciadores dos pixeis, como eu, é um jogo muito bonito. Vale a pena ser jogado.

TODOS JOGA!

Até.






postado em by Joaon categoria Análise

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